Ele sempre volta, talvez porque a maré portuguesa, essa do mar portuguez salgado, sempre volte e revolte. O messias volta e revolta, o sol volta e revolta, a chuva volta e revolta, ela ou ele volta e revolta. Rola assim pra gente. Ninguém se volve, ninguém se desenvolve, ninguém se desdobra, pois o que vai, até o dia bom, volta.
O mito da união nacional é, ao lado dos ladrilhos e da cara de pau, uma das mais gloriosas de nossa herança portuguesa.
Sebastião já voltou muitas vezes.
Temer, o tenebroso, é só o novo regressante que revolta.