escrever é um contradestino, escrever é desnomear o nomeado, me diz a Paula Glenadel.
Né bem assim não. Escrever é desgovernar, desnomear e desdestinar o que ainda não se escreveu ou que ainda não foi descrito. É um contrataque ao não visto, sim.
Tem a ver sim com os desencantamentos e contramagias de nosso “des” e de nosso “contra”, de qualquer sorte.
Desperdidos, desgovernados, descaminhados, estamos no Brasil, nossas vozes e nossas desescritas.