a política por acidente?

às vezes, a política dá na gente.

“ativistas por acaso”, como o livro que leio, “accidental activists”, uns diriam. artistas, cientistas, estudantes, etc. entram no que há de político ao ver que, se não o fizerem, ou a coisa nunca vai mudar, ou vai piorar.

pense nas mães da praça de maio.

dizer que há ativistas “por acidente”, “por acaso”, é bobagem. é imaginar que há setores organizados politicamente por natureza, politicamente inatos e outros, não.

não estou entre os que acreditam que tudo pode ser resumido à política.

o amor não pode. o direito não pode. a célula não pode.

ainda assim, há momentos em que a política dá na gente mesmo.

e a gente vira, dá nela.

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